Lanterna Verde (Green Lantern, 2011) acredita que a fascinação do mundo criado por computação gráfica de Oae o 3-D estereoscópico (decente até) bastam para tornar a experiência cinematográfica memorável. Mas isso só funcionaria se a história fosse isenta de falhas, algo que aqui não acontece. Especialmente se considerarmos que há tão poucos personagens a serem desenvolvidos. São apenas Hal Jordan, Carol Ferris e Hector Hammond no centro da bem-humorada trama. Não seria difícil dar-lhes a atenção devida. Mas as interações não são aprofundadas e a Ryan Reynolds falta o carisma de Robert Downey Jr. ou a presença de Hugh Jackman. Ele tampouco possui a qualidade de atuação da dobradinhaFassbender/McAvoy para segurar o filme. Sobra aos vilões (ou futuros vilões) Hector e Sinestro, interpretados pelos excelentes Peter Sarsgaard e Mark Strong, a responsabilidade de carregar a aventura - a sina dos filmes da DC.Pelo menos a criação da Tropa dos Lanternas Verdes é inspiradíssima - digna dos quadrinhos -, as piadas funcionam, a ação é bacana e a ameaça principal, a entidade Paralax, é um dos primeiros vilões que usam a estereoscopia de maneira a "englobar" a ação, favorecendo-a. É como se a "Bolha Assassina" fosse em 3-D e movida pelo medo (e tivesse uma careta bastante idiota, que por pouco não dá pra relevar).
Pelo filme falhar na exploração dos personagens - algo que resvala no tema principal do filme, aForça de Vontade, não há grande catarse na reviravolta do clímax. Há o heroísmo, mas não há aquela sensação de superação que se tem em Homem-Aranha 2, pra citar uma cena parecida (e que não vou detalhar pra não estragar surpresas). Torço, porém, pelo sucesso do filme, pois a cena final, que entra no meio dos créditos, leva a assinatura de Johns e promete para o futuro tudo aquilo que conhecemos das histórias dele nos quadrinhos (se você é fã, sabe exatamente do que estou falando!). Sem contar no que as galáxias coloridíssimas que pintam a subida dos créditos sugerem..
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